Belém - Estação das Docas


Como comentei no post anterior, estive recentemente na capital paraense a trabalho e um dos locais mais bacanas que conheci foi o complexo denominado “Estação das Docas”, localizado na Baía do Guajará.

Inaugurada em 13 de maio de 2000, a Estação das Docas é um complexo turístico e cultural que congrega gastronomia, cultura, moda e eventos nos 500 metros de orla fluvial do antigo porto de Belém. São 32 mil metros quadrados divididos em três armazéns e um terminal de passageiros.



O Armazém 1 é chamado de Boulevard das Artes; o Armazém 2 passou a ser o Boulevard da Gastronomia; e o Armazém 3 é conhecido como Boulevard das Feiras e Exposições.

Os Boulevares foram resultado de um cuidadoso trabalho de restauração dos armazéns do porto da capital paraense. Os três galpões de ferro são um exemplo da arquitetura característica da segunda metade do século XIX.

O complexo possui, ainda, o Teatro Maria Silvia Nunes e o anfiteatro do Forte de São Pedro Nolasco.

O Forte de São Pedro Nolasco, onde se encontra o Anfiteatro, foi originalmente construído em 1665 para a defesa da orla. O espaço foi destruído após o Movimento da Cabanagem, em 1825, e revitalizado para a inauguração da Estação.



Na área externa aos galpões podemos apreciar vários guindastes fabricados nos Estados Unidos no começo do século XX.





O 2º Piso da Estação das Docas tem um shopping com lojas que oferecem produtos diferenciados como perfumes, lembrancinhas, jóias e moda. Existe, ainda um salão de beleza e muitas outras lojas.





Segundo dados da Secretaria de Turismo de Belém circulam diariamente pelo complexo cerca de 3.500 pessoas. Ou seja, anualmente a Estação das Docas recebe quase 1,2 milhão de pessoas.




Outra atração bastante procurada por lá são os passeios de barco pela Baía do Guajará. Existem diversos tipos de passeios: pela manhã, ao entardecer, os noturnos, os com shows a bordo, outros com jantar, etc.





Voltando a falar do Armazém 1, lá encontramos o point da galera local: a única cervejaria 100% artesanal do Pará: “Amazon Beer”, inaugurada em 2000.


Lá são produzidos 6 tipos de cervejas, que atendem aos mais variados gostos e estilos. Cada uma delas com sabor próprio, mas todas com um paladar muito especial. Experimentei a Forest (pilsen brasileira), a River (pilsen export) e a Red (lager) e posso afirmar que todas foram integralmente aprovadas.



As outras 3 são as seguintes: Black (escura), a Weiss (de trigo) e a Bacuri, cerveja clara e suave com aroma de bacuri (fruta popular na região Norte).

Para quem deseja comer por lá, experimentamos os “pastéis porreta” que se trata de uma porção de 20 pastéis recheados com picanha defumada, charque e queijo e, também, a picanha acompanhada de farofa do cheff. Tudo muito bom!





A cervejaria possui ainda um pequeno stand de vendas onde podem ser encontradas as suas cervejas, bem como camisetas, copos e uma série de outros produtos relacionados à cervejaria.

Uma dica: deixe para comprar as cervejas em um supermercado, pois conseguirá preços bem inferiores aos cobrados na lojinha deles.



Ainda no Armazém 1 está localizada a sorveteria Cairu, uma das marcas mais bem sucedidas do Pará. Seus sabores inconfundíveis de frutas regionais - como o de açaí, bacuri, cupuaçu - se tornaram clássicos da gastronomia paraense.




Quando o assunto é comida, experimentamos dois restaurantes localizados no Armazém 2: o "Capone", especializado em comida italiana e o famoso “Lá em Casa”, especializado na culinária amazônica.

Na hora do almoço ambos oferecem um serviço de buffet, com sobremesas incluídas e pelo mesmo preço.



Como não é todo dia que comemos comida da Amazônia, falaremos um pouco do “Lá em Casa”.

Almoçamos dois dias no restaurante no serviço de buffet a R$40,00 por pessoa e experimentamos “pato no tucupi”, “maniçoba”, “filhote na chapa”,  “arroz com jambu e tucupi”, “camarão com creme de bacuri e queijo”, “pescada crocante”, “arroz com ervas finas”, “camarão ao catupiry”, “bacalhau com legumes e berinjela salteada”, “moqueca de pescada”, etc. Uma verdadeira farra gastronômica!




No fim da tarde muitas pessoas aproveitam a espaçosa varanda do lugar para apreciar o belíssimo pôr do sol na Baía do Guajará.








À noite o local também enche! São centenas de pessoas sentadas nos bares e restaurantes e outros tantos turistas que se aglomeram para partir em um dos vários passeios noturnos de barco que por ali se iniciam.






Sinceramente, a Estação das Docas é um espaço que não se pode deixar de ir ao visitar Belém.


Serviço:
Endereço - Boulevard Castilhos França, Campina
Horário: 2ª e 3ª de 10h a meia-noite; 4ª de 10h a 1 da manhã, 5ª, 6ª e Sábado das 10h às 3 da manhã e Domingo das 9h a meia-noite.
Estacionamento - abertura diária às 10 horas, exceto aos domingos que abre às 09h. O valor é de R$ 4,00 nas duas primeiras horas, e R$ 2,00 cada fração de hora.

Comentários

  1. Oi, Cláudio. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.

    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie - Boia Paulista

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