Polinésia Francesa – Bora Bora


Continuando nossa viagem pelo Pacífico Sul, com o M/S Paul Gauguin, a próxima parada foi na famosa ilha de Bora Bora na Polinésia Francesa.



Localizada a 275km do Tahiti e com cerca de 9.000 habitantes, Bora Bora, conhecida como a Pérola dos Mares dos Sul, tem 9km de comprimento e 4km de largura, mas sua característica vulcânica impressiona e no meio de toda essa beleza surgem, majestosos, o Monte Otemanu, com 727m de altura e Pahia com 658m. Bora Bora tem um lagoon gigantesco (três vezes maior que a própria ilha), de infinitos tons de azul, e somente uma abertura, a Te Ava Nui Pass. Na verdade, esse fato tem uma explicação geológica: Bora Bora é a ilha mais antiga do arquipélago Sociedade (tem cerca de 7 milhões de anos), de origem vulcânica e, com o passar dos tempos foi afundando para o fundo do oceano, o que fez aumentar o tamanho do lagoon ao seu redor. Segundo os geólogos, o mesmo acontece com as outras ilhas, porém elas são consideradas jovens. Por isso os lagoons são menores.
Para quem quer fazer umas (caras, é bom que se diga) comprinhas, perto do porto em Vaitape, principal comunidade de Bora Bora, há um mercado de artesanato e souvenires, basicamente bijouterias e outros acessórios. A poucos metros de distância, na estrada principal que circunda toda a área, você vai encontrar lojas que vendem todo tipo de souvenir, de cartões postais a camisetas, de porta copos a cangas. Também vai encontrar joalherias (que vendem as famosas pérolas negras), supermercado, ciber café, locadoras de veículos e o centro de informações turísticas.
Não há serviço público de transporte em Bora Bora. Se você quiser fazer um passeio por conta própria pode alugar um carro ou motoneta ou, ainda, pegar um táxi. Matira Beach é a praia mais popular de Bora Bora e a única praia pública. Para se locomover do píer até Matira Beach, além das opções que falamos acima você também pode pegar um shutte (US$5 por trecho). O táxi irá custar US$25 por trecho (15 minutos de Vaitape até Matira). Lá você poderá fazer snorkel próximo aos corais, que ficam nas duas extremidades da praia, perto do Bora Bora Hotel (que foi o primeiro hotel da Ilha) de um lado e do outro perto do Intercontinental Le Moana.
Se bater a fome, há restaurantes e bares também. Anal e Faanui são outras duas comunidades de Bora Bora. Anal funciona como base para os hotéis de luxo que estão localizados nos motus que circundam o lagoon da Ilha, como o Saint Regis e o Le Meridien, de onde saem os transfers para eles. Para o Four Seasons o transfer sai de Vaitape, e o Intercontinental Thalasso & Spa tem um serviço contínuo de ferry.
Em Faanui há um porto onde os navios comerciais aportam trazendo mantimentos para a Ilha. Muito pouco se produz em Bora Bora. A maioria dos produtos vem do Tahiti, que por sua vez importa produtos da França e de Singapura.
Há também dois ótimos restaurantes na ilha, muito indicados: Bloody Mary’s com seu Wall of Fame logo na entrada com fotos de famosos e chão de areia. É necessário reserva só para o jantar e o restaurante oferece transfer gratuito. Já o restaurante Mai Kai fica na beira do lagoon e tem uma bela vista. Funciona da mesma forma que o Bloody Mary, com reservas somente para o jantar e também oferece transfer para seus clientes.
A Segunda Guerra Mundial deixou vestígios também por lá. São oito canhões estrategicamente espalhados pela ilha. Na tentativa de evitar que o Japão invadisse essa área, a marinha americana enviou homens e material bélico para proteger a ilha. Os canhões só são acessíveis por carros com tração 4x4. Alguns deles, situados em propriedade privada, não podem ser visitados. Os japoneses nunca chegaram até a ilha e os americanos certamente passaram bons momentos “protegendo” esse paraíso. Esse fato também trouxe desenvolvimento para a ilha: foram eles os responsáveis por trazer geradores elétricos para o local, construíram a estrada e o aeroporto de Bora Bora.
Dólares americanos são bem aceitos na Ilha, mas é sempre bom ter a moeda local, uma vez que o câmbio para quem paga com dólares americanos beneficia o lojista e não o turista. Há caixas eletrônicos por lá, onde se pode sacar Franco Polinésio.
Em Bora Bora o M/S Paul Gauguin ficou atracado por duas noites. Então fizemos dois passeios por lá - Bora Bora Island Tour by “Le Truck” e Lagoon Excursion with Maohi Nui.
Nosso primeiro dia em Bora Bora começou com o passeio Bora Bora Island Tour by “Le Truck”, um passeio de “ônibus” pela exuberante ilha polinésia. Le Truck se parece com um ônibus, só que bem rudimentar, com cadeiras adaptadas e sem janelas.



Do navio até o píer, que fica na vila de Vaitape, são somente 5 minutos. Na chegada fomos saudados por locais tocando música polinésia.


Entramos no Le Truck e nossa primeira parada foi em um Marae (antigos templos sagrados) sem sair do veículo. Alguns estrangeiros que estavam no nosso grupo ficavam encantados com a vegetação local. Bananeiras e Mangueiras têm em abundância na região, coisa que, para nós que viemos de um país tropical, passa despercebido. O nosso guia era chileno, mas o pai era da Polinésia.
Como estava no roteiro, paramos em um local onde cangas artesanais, pintadas à mão são confeccionadas. O dono, muito falante e divertido, fez uma apresentação de amarração de cangas e minha mulher foi uma das “modelos”.


Em seguida, nos mostraram como é feita a pintura artesanal das cangas.


Paramos também em uma das belas praias da ilha e aproveitamos para tirar umas fotos.



A parada seguinte foi em um mirante que proporciona uma bela vista do Monte Otemanu, o mais alto de Bora Bora. “Otemanu” significa “lugar dos pássaros”. Descemos para fotos. Tudo muito simples e rústico. Não espere encontrar beleza em Bora Bora que não seja no mar.



Paramos, ainda, em Matira Beach, a mais conhecida da ilha.





Em seguida rumamos para o restaurante Bloody Mary’s. Essa parada é mais para fazer um merchandising do restaurante, pois não é ponto turístico. Mas em frente ao lugar tem um belo píer que rende ótimas fotos.






De lá voltamos para o local onde pegaríamos o tender de volta para o Paul Gauguin. Voltamos a tempo de almoçar no navio.
Depois do almoço pegamos o tender das 14h15min para a praia particular do Paul Gauguin, no Motu Tevairoa. Essa praia divide o mesmo Motu com o Bora Bora Pearl Resort. Tiramos lindas fotos com os bangalôs no fundo. A praia é excelente, mas não tem estrutura nenhuma. O navio leva algumas chaises, e também caiaques e stand up paddle.






No dia seguinte pegamos o tender para Bora Bora onde iríamos fazer o passeio de mergulho com tubarões e arraias (Lagoon Excursion with Maohi Nui), o passeio mais esperado de toda a viagem. Pegamos o barco e fomos para alto mar, passando pela barreira de corais.





Nossa primeira parada foi em águas muito profundas! O objetivo era nadar com os tubarões. Os tubarões passavam livremente perto da gente e no fundo do mar. Colocávamos a cabeça para dentro da água e víamos lá embaixo os mergulhadores com cilindro e vários tubarões ao redor. Uma das cenas mais bacanas que já vimos!





De lá fomos para o mergulho com as arraias, que aconteceu em águas bem mais rasas, no local chamado Topua Nui. A água vinha na cintura e o nosso guia conseguia que algumas arraias ficassem bem perto de nós. Algumas têm até nome. E qual não foi nossa surpresa quando apareceram alguns tubarões ali, em águas quentes e rasas! A cena rendeu uma boa filmagem com a Go-pro. Após um tempo por ali você vai achando tudo aquilo muito natural.








A última parada era para mergulho para ver corais e peixes menores. Mas o mar estava muito batido, o nosso guia decidiu parar em outro local do lagoon, com o mar bem mais tranquilo, perto de um resort e dos bangalôs. Foi tudo muito fantástico! Esse foi o melhor passeio de toda a viagem! O passeio durou 3 horas e voltamos a tempo para almoçar no navio.




No próximo post continuaremos a falar da Polinésia Francesa. Até lá!




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