Rio Grande do Sul – As Vinícolas do Vale dos Vinhedos


Continuando nosso relato sobre o Vale dos Vinhedos, não poderíamos deixar de falar na principal atração local – o vinho.
No Vale dos Vinhedos as vinícolas oferecem visitação, curso e degustação onde se pode conhecer de perto o processo de elaboração dos vinhos e espumantes.
Os vinhos do Vale dos Vinhedos são os únicos no Brasil com Denominação de Origem (D.O.). A região foi a primeira no país a obter a Indicação Geográfica, através da Aprovale, entidade que reúne vinicultores e empreendimentos ligados ao Enoturismo. Os rótulos que ostentam a D.O. exprimem a excelência do terroir do Vale dos Vinhedos.


Começamos a nossa jornada pelas vinícolas indo até a Cave de Pedra Winery, que está localizada bem perto do Spa do Vinho.
Fundada em 10 de junho de 1997, é uma das primeiras vinícolas boutiques do Brasil. Tem como sede um castelo construído de pedra basalto, típica da região, que favorece a manutenção amena da temperatura interior do local.
É uma vinícola pequena, que produz cerca de 45.000 garrafas anualmente. Tem como especialidade a produção de espumantes pelo método champanoise, feitos a partir de vinhedos próprios.
A Cave de Pedra abre de segunda à sábado e feriados, das 9h40min às 18h e aos domingos, das 9h40min às 17h.
Lá fizemos uma visita guiada, onde conhecemos um pouco de suas instalações (R$ 30,00 por pessoa). A degustação dos vinhos e espumantes ocorre ao longo de toda a visita, com explicações sobre a sua elaboração.



Outra vinícola bem próxima ao hotel é a Miolo. Além do passeio comentado no post anterior, voltamos lá e passeamos pelo Wine Garden, que é o nome do enorme jardim que fica em sua propriedade. Muito bonito e bem cuidado, o jardim tem um lago com carpas, áreas para piqueniques e para eventos e aos domingos tem uma feira de artesanato bem interessante!






De lá partimos para a Lídio Carraro, uma vinícola pequena, bem familiar. O Spa do Vinho oferece a degustação como cortesia. O atendimento ali é personalizado e fomos recebidos pela Marilda, que além de nos contar toda a história da família Carraro, cujo patriarca, seu Lídio, se destacou inicialmente como produtor de uvas, nos apresentou os tipos de solo que têm na região e mostrou onde ficam as plantações de uva da família Carraro, em municípios próximos a Bento Gonçalves. Depois partimos direto para a degustação. Provamos uns seis vinhos. E Marilda deu mais umas dicas de como beber vinho. Explicou, por exemplo, que não se deve lavar a taça e logo depois colocar o vinho, porque, segundo ela, muda o sabor da bebida. Outra coisa que aprendemos é que, em uma degustação, entre a prova de um vinho e outro, só devemos descartar o restinho que sobrou na taça e a colocá-la de boca para baixo num guardanapo. Sempre acho interessantes esses rituais para a degustação dos vinhos, mesmo que às vezes pareçam frescura demais. Depois fomos para a sala de compras. Aceitam cartão, mas só parcelam compras acima de R$1.000,00. Mandamos despachar, pelo valor de R$50,00. Encontramos com a Carin, que tinha orientado a degustação no Spa do Vinho. E no final a matriarca da família, dona Isabel, também estava lá. Realmente bem familiar.
A Lídio Carraro  atende todos os dias das 9h às 17h30min, inclusive nos finais de semana e feriados. Para grupos acima de 10 pessoas é preciso agendar pelo telefone: (54) 2105.2555 ou pelo e-mail: atendimento@lidiocarraro.com

Outra pequena vinícola bastante agradável é a Almaúnica, onde degustamos alguns vinhos e espumantes. Lá eles dão um desconto de 10% à vista, para pagamentos em dinheiro.
Aliás, uma dica é sempre ter dinheiro em espécie quando for a Bento Gonçalves. A maioria das vinícolas concede desconto com pagamento em dinheiro vivo.
Veja os horários de atendimento da Almaúnica: Segunda a sexta: das 8h às 17h30min; Sábados e feriados: de 10h às 17h30min e Domingos: de 10h às 13h. Grupos acima de 8 pessoas para degustação deverão agendar previamente pelo e-mail: almaunica@almaunica.com.br


Outra vinícola familiar e com excelentes vinhos é a Larentis.
A família Larentis chegou ao Brasil em 1876, onde três gerações consolidaram a vocação pela vitivinicultura. Em 2001, a produção artesanal foi convertida em uma moderna vinícola, com uma estrutura de tanques de aço inox, barris de carvalho norte-americano e equipamentos de última geração, com produção limitada. Possui o Selo de Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos.
Lá fomos atendidos por um dos donos, muito simpático e atencioso. Ele nos mostrou a cave, construída a apenas um ano. Como estava um dia muito bonito, conseguimos visitar as lindas videiras da Larentis.
Além de visitação e degustação de seus produtos, a família Larentis oferece piqueniques nos vinhedos, colheita noturna e jantares harmonizados.
Visitação e degustação: segunda a sexta das 9h às 11h30min e das 13h às 17h. Sábados, domingos e feriados das 10h às 17h.
Antes de partirmos compramos dois excelentes vinhos tintos: um Tannat e um Merlot.

De lá fomos visitar outra pequena vinícola, a Pizzato. O lugar é bem bacana, com ombrelones na entrada, bancos e mesinhas. Ao entrarmos na Vinícola nos ofereceram a degustação por 18,00. Não aceitamos, mas mesmo assim ofereceram três vinhos para provarmos e acabamos comprando um Pizzato Concentus, resultado da soma das qualidades das uvas merlot, tannat e cabernet sauvignon.
O horário de atendimento é de segunda a domingo, das 10h às 17h.
Depois fomos na Milantino, vinícola da qual tínhamos participado da degustação como cortesia do nosso hotel e comprado dois Merlot Reserva safra 2005, com um ótimo desconto, pago em dinheiro. O lugar é um galpão bem moderno com decoração contemporânea.
A Milantino Vinhos Finos foi fundada em 1989 com a filosofia de elaborar vinhos de alta qualidade, com uvas produzidas em vinhedos próprios e com produção limitada. A vinícola utiliza alta tecnologia, com equipamentos modernos, importados da Itália.
O horário de atendimento é de segunda a sábado, das 10h às 17h e domingo, de 10h às 16h.
Mas a vinícola mais visitada no Vale dos Vinhedos é a Casa Valduga, localizada na Via Trento, uma estrada muito bonita e que tem várias outras vinícolas, a maioria de pequeno porte, como a Larentis.
A Casa Valduga, estabelecida em 1992, é conhecida por ser a primeira vinícola a introduzir o enoturismo no Brasil.
Lá se encontra o Complexo Enoturístico onde ficam as caves que produzem os vinhos e espumantes e onde o visitante encontra acomodação, visitação e cursos direcionados ao mundo dos vinhos e espumantes da Casa, restaurante, pousadas e uma Enoboutique. 

O complexo da Casa Valduga conta ainda com 5 pousadas, todas batizadas com nomes dos vinhos ícones da Casa: Raízes, Leopoldina, Identidade, Gran e Storia. Informações e reservas: (54) 2105.3154 ou reservas@famigliavalduga.com.br.
Fizemos o Tour Tradicional Casa Valduga, que visita as caves subterrâneas da vinícola. O valor da visita guiada é R$ 40,00 por pessoa, com direito a uma taça de cristal Blumenau, gravada com a marca da Casa Valduga. São 30 pessoas por visita. Nossa guia foi a Taisi. O tour foi muito bom, com degustações de dois vinhos tintos, um branco e dois espumantes. Acabando o tour, fomos para a Enoboutique, onde eles embalam as taças, colocando numa caixinha.

A Enoboutique está instalada em um castelo de pedra, onde o visitante encontra todos os produtos produzidos pela Famiglia Valduga, incluindo as edições limitadas e de venda exclusiva, bem como as cervejas. Encontra também vários acessórios relacionados ao mundo do vinho. Horário: de segunda a sábado, das 9h30min às 18h. Domingos e feriados, das 9h30min às 17h. Endereço: Via Trento, 2355 – Vale dos Vinhedos.
Lá nós fizemos a festa! Compramos dois espumantes 130, que leva esse nome pela comemoração dos 130 anos da colonização italiana no Brasil, um espumante top de linha, o Maria Valduga, e o Merlot de safra especial (2007) que é rotulado na hora, com a assinatura do comprador e a data da compra. O comprador desce na cave e escolhe o vinho. Muito legal!
Nenhum desses, claro, foi oferecido para degustação. Nunca oferecem os melhores ou mais caros.
O grupo Valduga produz também brandy (conhaque) suco de uva (Casa Madeira) e cerveja (Leopoldina) e ainda tem uma importadora de vinhos – a Domno.
Para os fãs dos espumantes, a pedida é ir até o município vizinho de Pinto Bandeira e conhecer a Cave Geisse, famosa por produzir os melhores espumantes nacionais. Fizemos a degustação da linha Premium - Conceito, que custa R$ 40,00 por pessoa, que podem ser revertidos em compras. Na saída soubemos que o “reverter o ingresso em compras” não era bem assim... Estávamos em 5 adultos e queríamos comprar dois espumantes com as 5 entradas, mas a atendente nos disse que não era possível. E nos fez uma exceção dizendo que poderíamos usar 3 tíquetes para comprar 3 espumantes. Não entendi muito a lógica, mas ainda tivemos que pagar uns R$ 90 a mais.

Finalmente, a última vinícola que nós visitamos foi a Salton, que está localizada em Tuiuty, interior de Bento Gonçalves, na contramão dos locais escolhidos pelas vinícolas para se estabelecerem.
A escolha do local teve um valor estimativo, uma vez que foi ali que o fundador morou quando veio para o Brasil.
Agendamos pelo site da Salton o Roteiro Especial de espumantes. O passeio inclui visita à galeria dos 100 anos, que retrata os 100 anos de história da empresa desde sua criação, passeio pelos belíssimos jardins, o relógio solar, desenvolvido pelo laboratório Nuova Espressione Artística Nel Mosaico da Itália, além de, claro, toda a fábrica.
Nosso tour estava marcado para 10h, mas não foram pontuais. Começamos o tour com uns 15 minutos de atraso. Nosso guia foi o Edson. Passamos por toda a parte de produção da vinícola, que é feita por passarelas suspensas. No final, fizemos a degustação dos espumantes com finger food para harmonizar. Foi bem interessante. Nessa degustação eles ofereceram o top de linha deles, o Lucia Canei. No final, todos já estavam conversando, rindo, brincando. Parte do efeito “social” que o álcool exerce sobre nós. Na visita tinha pessoas de São Paulo, Porto Alegre e também da região. Em frente à gente na mesa de degustação, sentou o Diego Adami, jornalista do jornal Pioneiro, de Caxias do Sul. Ele perguntou se poderia nos entrevistar no final de tudo. Pegou nosso nome, e-mail e nos enviou o link da reportagem.




No próximo post vamos continuar contando como foi o nosso passeio pelo Vale dos Vinhedos, destacando as demais atrações da região e os locais para se comer bem por lá! Aguardem!


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